Para transformar o carro de luxo em um veículo de trabalho, a Polícia contou com a parceria de três empresas, que fizeram o envelopamento, a plotagem e a implantação de luzes.
"Não vai gerar nenhum custo para o estado. Até a manutenção do carro será com dinheiro apreendido do criminoso", conta Ferreira. Apenas o combustível será arcado pela instituição.
Outros veículos apreendidos na operação Pólis, deflagrada em julho do ano passado, também já estão sendo utilizados pela Polícia Civil de Passo Fundo, mas em investigações, o que impede a divulgação dos modelos.
No total, foram resgatados 71 carros, 18 motocicletas, dois barcos, um jet sky, joias e dinheiro no cumprimento de 130 mandados de busca e apreensão que tinham como alvo 160 investigados.
Foram instaurados 50 inquéritos e determinadas cerca de duas mil quebras de sigilo, levando ao número de 400 investigados hoje. Mais de R$ 150 milhões, entre bens e dinheiro, foram bloqueados até então.
O delegado estima, no entanto, que a rede de estelionatários movimentou perto de R$ 10 bilhões nas regiões Sul, Sudeste e centro-sul do País, apenas com o golpe do bilhete premiado. "Difícil encontrar uma cidade dessas regiões que não tiveram vítimas do golpe", aponta Ferreira.
Folha Press