Quarta-feira - 22:49 - Febre do Carrapato: Itaperuna teve duas mortes registradas.
A Secretaria de Estado de Saúde confirmou que o estado do Rio de Janeiro registra 14 casos confirmados de febre maculosa e quatro mortes decorrentes da doença, conforme os dados consolidados até o dia 9 deste mês. O levantamento aponta que a região Noroeste Fluminense figura entre as áreas de maior atenção por parte das autoridades sanitárias, acompanhada pelo Norte do estado.O registro mais recente no interior fluminense ocorreu no município de São Fidélis, após a conclusão da investigação sobre o falecimento do médico-veterinário Gabriel Serra, de 30 anos. Além deste caso no Norte Fluminense, o boletim epidemiológico aponta outras três mortes confirmadas no estado, sendo duas registradas em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, e uma em Campos dos Goytacazes.Os dados históricos recentes demonstram uma variação nos registros estaduais. Em 2024, o estado contabilizou 46 casos confirmados e 19 mortes, enquanto o ano de 2025 fechou com 33 confirmações e 14 óbitos. Com base nos números apurados até a última segunda-feira (10), a Fundação Oswaldo Cruz aponta que a taxa de letalidade da doença no atual período chega a 28%.Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde registra 3.055 casos da enfermidade no intervalo entre 2014 e 2026. Historicamente, o Rio de Janeiro enfrentou índices expressivos de letalidade em anos anteriores, como os 67% registrados em 2014, os 60% em 2022 e os 43% contabilizados no ano passado. Itaperuna, Italva e Porciúncula. Especialistas da Fundação Oswaldo Cruz ressaltam que, embora haja uma redução no quantitativo de mortes em comparação com os anos anteriores, o período entre julho e novembro concentra a maior incidência de transmissão. No território fluminense, o risco de contágio se sobressai em municípios localizados nas regiões Norte e Noroeste, com destaque para localidades como Campos dos Goytacazes, Italva, Itaperuna, Macaé e Porciúncula, onde a presença do vetor exige atenção redobrada da população quanto aos sintomas iniciais e ao histórico de exposição em áreas rurais ou de vegetação.
Fonte: Rádio Natividade